diretor da FETRANSLOG-NE Afirma que setor de transportes está numa vertical positiva

O transporte é o único segmento transversal, pois atinge a todos os outros, desde a indústria até o turismo, passando pelo comércio, prestação de serviços, todas as cadeias produtivas.

O Diretor da FETRANSLOG-NE Marcelo Maranhão, afirmou que o mercado de transporte rodoviário de cargas tem crescido tal qual a economia, dentro dos padrões que estão se expandindo a indústria e o comércio. Com relação à agricultura, afirmou que é um item à parte, pois depende da safra, não sofrendo tanto os impactos da pandemia. Com tudo isso, ressalta que está numa vertical positiva.

“O setor de insumos para a construção civil teve um crescimento maior. Mas o industrial e do comércio não cresceram com a mesma velocidade, principalmente no Norte e Nordeste. O transporte é o único segmento transversal, pois atinge a todos os outros, desde a indústria até o turismo, passando pelo comércio, prestação de serviços, todas as cadeias produtivas. É o elo de ligação entre todos os setores econômicos, pois tanto atua no transporte de mercadorias quanto de pessoas”, disse.

Ele lembrou que o setor tem alguns gargalos, como o reajuste dos insumos do transporte, principalmente combustíveis e pneus, pois nos últimos 12 meses o preço óleo diesel subiu 51%, enquanto os pneus aumentaram 53%. “E com um agravante: no caso dos pneus há restrição de produtos, devido à queda na produção por falta de matéria prima, alta do dólar está inviabilizando a importação, aliado ao frete marítimo”, destacou.

Apesar de não apontar de quem é a culpa pelo aumento dos combustíveis, Maranhão disse que alguma coisa precisa ser feita. “Não sei se é do Governo Federal, dos estaduais, da Petrobras, mas o consumidor está pagando essa conta, que está elevada. Os transportadores autônomos estão se mobilizando, junto com o pessoal da agricultura, para fazer grandes manifestações no dia 7 de setembro”, salientou.

Ele afirmou não acreditar em greve nos próximos dias, mas que as manifestações devem ser significativas em todo o território nacional, principalmente em Brasília. “Apesar de todos estes entraves, sempre o segundo semestre é melhor que o primeiro. E com o avanço da vacinação e outras medidas que estão sendo tomadas, temos uma expectativa positiva para os quatro últimos meses deste ano”, comentou Marcelo Maranhão.

Fonte:  Baladain-negócios