Diretor da FETRANSLOG-NE celebra expansão de 16% no setor de Transporte Rodoviário de Cargas registrado no Ceará em 2022

Mesmo com os aumentos do diesel, valores do frete e outros gargalos registrados em 2022.

O diretor Institucional da Fetranslog Nordeste, Marcelo Maranhão, destacou que o segmento de transporte rodoviário de cargas cresceu 16% durante o ano passado, no Ceará, basicamente por conta da recomposição da construção civil e do próprio mercado varejista. Entretanto, ainda não dá para fazer nenhum prognóstico com relação ao que pode acontecer em 2023.

Mesmo com os aumentos do diesel, valores do frete e outros gargalos registrados em 2022, o setor teve uma performance muito boa. “Apesar de todas as turbulências enfrentadas durante o ano, com aumento do frete e do preço do diesel, o desempenho foi bem positivo. Mas precisamos estar com o nosso radar ligado com relação ao que deve acontecer este ano”, afirmou.

Ele destacou que a movimentação de cargas pelo Porto do Pecém também teve um impacto representativo no ano passado. “O movimento portuário registrado no Pecém teve uma participação bastante significativa em nosso setor. Assim como o crescimento do e-commerce, visto que o Ceará abriga alguns centros de distribuição de grandes companhias que atuam com vendas online”, lembrou.

Para este ano, diz que os empresários estão aguardando as principais medidas que serão adotadas pelo Governo Federal. “Ainda é cedo para termos uma expectativa e a partir do final de março teremos uma visão mais completa de como o novo governo vai tratar pontos sensíveis para o nosso setor, como infraestrutura, política de preços de combustíveis, para que a gente possa traçar nossas estratégias”, afirmou o presidente do Setcarce. Já no Ceará, acredita que a mudança no comando do Palácio da Abolição não deverá gerar grandes impactos.

“Aqui teremos praticamente uma continuidade, bem alinhada com o governo anterior, cujas ações estavam sendo muito positivas, apesar de alguns entraves localizados como o acesso ao Porto do Pecém e o Anel Viário. Temos certas dificuldades nas rodovias federais, como as BR’s 116, 020 e 222. Em 2010 o orçamento para manutenção de rodovias federais do Dnit era de R$ 20 bilhões. Para 2023 está em R$ 6 bilhões. Algo precisa ser feito com relação a isso, urgentemente”, completou Marcelo Maranhão.

Fonte: Adaptável dO PortalIN

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