PRESIDENTE DA FETRANSLOG-NE FAZ DIAGNÓSTICO SOBRE AUMENTO DO PREÇO DO DIESEL EM RELAÇÃO AS EMPRESAS DO SETOR
Presidente Clóvis Bezerra também comenta sobre o impacto no preço devido ao frete terrestre

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (18) um novo aumento médio nos preços da gasolina e do diesel em suas refinarias, que chegarão a R$ 2,48 e R$ 2,58 por litro, respectivamente. A partir de amanhã (19), será aplicado um reajuste de R$ 0,23 para o litro da gasolina e de R$ 0,34 para o do diesel.

O preço cobrado nas refinarias da Petrobras corresponde a cerca de 33% do preço pago pelos consumidores finais da gasolina e a 51% do preço final do diesel, segundo a estatal. A companhia explica que “até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos”.

De acordo com o presidente da FETRANSLOG-NE e SETCARCE, esse reajuste impacta de maneira muito forte o setor. “Quando o preço do diesel aumenta, o motorista autônomo quer que a gente faça o repasse de imediato, mas isso não é possível, pois precisamos falar com os nossos clientes, que são a indústria e o comércio, para poder negociar os valor do frete”, disse Clóvis Bezerra.

Ele explicou que está havendo uma discussão com o Governo Federal porque o que mais impacta no valor dos combustíveis é o ICMS, que é cobrado de modo diferente em cada estado. “Queremos que haja uma unificação do ICMS ou, pelo menos, uma padronização do imposto, pois hoje temos estados nos quais se cobram cerca de 13% e até 38% de tributo”, destacou.

O dirigente lembrou, ainda, que em alguns locais não é possível realizar o transporte por via marítima, que é mais barato. Disse que no Ceará mesmo tem uma distribuidora da Petrobras em Juazeiro do Norte, portanto tudo é feito por caminhão. Então é cobrado o ICMS sobre o combustível e o valor do frete, encarecendo ainda mais o preço final do combustível.

“Outro problema que enfrentamos aqui no Estado é que a nossa tancagem já não atende mais à demanda, pois os navios chegam e às vezes demoram dois ou três dias para atracar e descarregar, pagando taxas elevadas por dia parado. E com a pandemia, o consumo reduziu, portanto, demora mais tempo para baixar o nível dos tanques e receber o combustível dos navios”, completou Clóvis Bezerra.

Os preços praticados nas refinarias da Petrobras são reajustados de acordo com a taxa de câmbio e a variação do preço internacional do petróleo, negociado em dólar. Desde janeiro, a Petrobras já reajustou três vezes o preço do diesel e quatro vezes o da gasolina, que tinha o valor médio de R$ 1,84 em 29 de dezembro e chegará a R$ 2,48 com o reajuste que entra em vigor a partir de amanhã.

Em 18 de janeiro, a estatal anunciou um aumento médio de R$ 0,15 para a gasolina e manteve o preço do diesel. No dia 26 do mesmo mês, um novo reajuste elevou o preço nas refinarias em R$ 0,10 para a gasolina e em R$ 0,09 para o diesel. Já em 8 de fevereiro houve um aumento de R$ 0,17 para a gasolina e de R$ 0,13 para o diesel.

 

adaptado de: Baladain