Terminais no Nordeste e no Norte do país terão R$ 106 milhões em investimento privados

Áreas nos portos de Santana (AP), Fortaleza (CE) e Salvador (BA) serão administrados pelas empresas Caramuru Alimentos, Tergran e Intermarítima Portos e Logística

Três terminais portuários em estados do Norte e do Nordeste do Brasil vão receber R$ 106 milhões de investimentos privados para melhorias e modernização nos próximos anos. Este é o resultado do leilão das áreas nos portos de Santana (AP), Fortaleza (CE) e Salvador (BA) realizado pelo Ministério da Infraestrutura, através da Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq), nesta sexta-feira (13), na B3, em São Paulo.

Respectivamente, venceram os leilões as empresas Intermarítima Portos e Logística, para administrar o terminal SSD09 (Salvador); Tergran – Terminais de Grãos de Fortaleza Ltda, para MUC01 (Mucuripe); e Caramuru Alimentos, que levou o MCP02, em Santana. As áreas nas capitais do Amapá e do Ceará tiveram propostas únicas.

Como o modelo de concessão do Governo Federal prevê que o lance dado pela empresa seja aplicado em investimentos na própria área concedida, o valor total na capital baiana chega a R$ 49 milhões, muito perto das despesas operacionais da Companhia de Docas da Bahia (Codeba). Três empresas apresentaram ofertas no local, com a quantia vencedora ficando em R$ 32 milhões, um ágio de 3.199.999.900,00%.

“Temos que comemorar cada conquista. Hoje completamos 74 leilões nesses dois anos e meio e já estamos batendo os R$ 80 bilhões em investimentos”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, logo após o leilão, que reforçou a geração de empregos e o desenvolvimento consistente que virão do investimento privado maciço no setor.

INVESTIMENTOS – Com a realização do leilão nesta sexta, a previsão é que os contratos sejam assinados no quarto trimestre deste ano. O terminal no Porto de Santana terá um contrato de concessão de 25 anos e investimento previsto de R$ 41,3 milhões.  Com uma movimentação de 4,3 milhões de toneladas/ano, principalmente de farelo de soja, que representa 11% do perfil “granel sólido vegetal” do porto, o terminal tem destacada importância na balança comercial brasileira.

A área em Mucuripe, em Fortaleza, terá a administração concedida pelo mesmo período e receberá investimentos de R$ 47,7 milhões. Neste terminal, os desembarques de trigo respondem por 70,4% das operações granéis sólidos, equivalendo a 963.752 toneladas (dados de 2013), importado principalmente dos Estados Unidos, Argentina e Uruguai.

Já o contrato no terminal de Salvador terá um contrato de concessão de 10 anos com investimento de R$ 17,73 milhões. Do total produzido pelo estado da Bahia com destino à exportação, 65% dos volumes são enviados via Complexo Portuário de Salvador e Aratu-Candeias, sendo que o estado tem um forte perfil industrial, principalmente em função do Polo Petroquímico de Camaçari.

“Este foi o primeiro arrendamento simplificado, o que é um grande passo. Trata-se se um processo menos burocrático, mais simples”, destacou o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do MInfra, Diogo Piloni, em referência ao terminal de Salvador. “Esse formato permite a participação de mais portos e com isso, poderemos oferecer ao país uma melhor cadeia logística, é o que esperam de nós gestores”, concluiu.

EMPREGOS – O leilão dos três terminais vai permitir a modernização, o aumento da capacidade de operação e gerar empregos e renda. Em Santana, estima-se 628 empregos gerados entre diretos, indiretos e efeito-renda, enquanto Mucuripe deve gerar 720 novas vagas. Já na área do porto da capital baiana devem ser criados 444 postos.

Nos últimos dois anos o Ministério da Infraestrutura já realizou a concessão de 71 empreendimentos, com investimentos contratados de mais de   R$ 72 e 1 milhão de empregos gerados. Apara este semestre estão previstas outras 21 concessões.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Ministério da Infraestrutura