Siemens Energy e Porsche inauguram 1ª indústria de combustíveis sintéticos do mundo

A fábrica combina energia eólica, água e CO2 para gerar metanol sustentável e gasolina neutra em carbono a partir de eletricidade

A fabricante de equipamentos Siemens Energy e a montadora Porsche iniciaram essa semana a produção da primeira instalação totalmente integrada para fabricação de combustíveis sintéticos e neutros em carbono do mundo.

Denominada Haru Oni, a planta próxima à cidade de Punta Arenas, no sul do Chile, combina energia eólica, água e CO2 para gerar “e-methanol” (metanol sustentável) e gasolina neutra em carbono a partir de eletricidade.

Outros fornecedores e acionistas minoritários também contribuíram com o projeto, como a AME, Enel, Enap, Global Thermostat, Johnson Matthey, ExxonMobil, Sinopec Engineering (Group) Ltda, Black & Veatch, MAN e Siemens Gamesa.

Segundo as empresas responsáveis, o começo da produção dos primeiros combustíveis sintéticos é um passo adiante essencial na descarbonização do setor de transportes, especialmente em segmentos que são difíceis ou impossíveis de eletrificar, caso do transporte marinho, da aviação ou mesmo dos carros a combustão interna ainda em uso.

De acordo com o membro do conselho administrativo da Siemens Energy, Anne-Laure de Chammard, o projeto Haru Oni visa demonstrar que os combustíveis sustentáveis podem ser trazidos para o mercado em amplas quantidades e a preços competitivos.

“Essa é uma chave para alcançar os objetivos climáticos do setor de transportes. O conhecimento adquirido a partir desse projeto também ajudará a desenvolver soluções favoráveis ao clima em muitas outras aplicações”, disse em nota.

O hidrogênio, a base para o processo de sintetização dos combustíveis, é produzido em um eletrolisador da Siemens Energy e a turbina eólica da planta é da Siemens Gamesa. A expectativa das empresas é que o sistema produza 130 mil litros de combustível sintético por ano ainda em 2023.

Após a fase piloto, o primeiro escalonamento tornará o projeto no Chile capaz de produzir 55 milhões de litros por ano até a metade da década e, cerca de dois anos depois disso, a projeção de capacidade é de 550 milhões de litros por ano.

Fonte: Valor econômico

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